O principal índice da bolsa terminou as negociações com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. No acumulado da semana, o IBOV caiu 18,12%.
Por Misto Brasil
Na quinta sessão de perdas consecutivas, o Ibovespa continuou pressionado pela deterioração das expectativas sobre a trajetória de juros, em meio à espera por sinalizações sobre o plano econômico do governo ‘Lula 4’.
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. No acumulado da semana, o IBOV caiu 18,12%, sendo o pior desempenho desde março de 2020.
Em outubro, o índice registrou perda de 9,88%, a maior queda mensal desde junho de 2022.
Com a continuidade dos ajustes técnicos, Magazine Luiza liderou a ponta positiva do Ibovespa com alta de 4,29% (R$ 5,35) a despeito do avanço dos juros futuros.
As blue chips, por sua vez, reduziram as perdas da semana e as ações ligadas a commodities terminaram o pregão no azul. Vale, que detém 8% de participação no índice, teve alta de 3,28% (R$ 62,02), na contramão do desempenho do minério de ferro na China.
O contrato mais líquido da commodity, para janeiro, caiu 1,18%, a US$ 100,87 por tonelada na Bolsa de Dalian.
Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, disse que outubro mostrou o risco de tratar uma expectativa eleitoral como resultado garantido.
“O Ibovespa saiu de 186.340 pontos no fim de setembro, chegou a fechar acima de 209 mil e agora está em 167 mil pontos. A valorização inicial refletiu apostas em alternância de governo e ajuste fiscal. A reeleição de Lula provocou a desmontagem dessas posições, e as dúvidas sobre gastos e dívida prolongaram a pressão”.
“A mudança atingiu especialmente empresas dependentes de crédito e consumo”, disse. Agora, em novembro, o foco estará nas medidas fiscais, na definição da equipe econômica, no Copom e nos balanços.
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4443, com alta de 1,05%, no maior valor de fechamento desde 30 de dezembro de 2025. Na semana, o dólar acumulou valorização de 9,04%, maior alta semanal desde outubro de 2008, na crise subprime. Em outubro, o saldo foi positivo em 5,20%.
Por aqui, os investidores mantiveram-se em compasso de espera por novidades sobre as políticas a serem adotadas pelo governo reeleito. (Com o InfoMoney e MoneyTimes)
