O Ibovespa com uma queda de 1,35%, situando-se aos 165.647 pontos. Ao longo da sessão, o índice chegou a operar próximo a mínimas.
Por Misto Brasil
O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (3) em alta. A divisa norte-americana encerrou cotada a R$ 5,4872, alta de 0,79%, no mercado à vista.
O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,12%, aos 101,8600 pontos.
O dólar à vista voltou a acelerar nesta terça-feira, em meio à deterioração da percepção de risco doméstico após o resultado das eleições presidenciais, conforme noticiou o MoneyTimes.
O principal fator de estresse local veio dos ruídos políticos e fiscais.
“Os investidores repercutiram negativamente os rumores sobre um suposto interesse do presidente Lula na proposta do economista André Lara Resende, que propõe o tabelamento da Selic”, afirmou Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos.
O Ibovespa encerrou o dia com uma queda de 1,35%, situando-se aos 165.647 pontos. Ao longo da sessão, o índice chegou a operar próximo a mínimas acentuadas, refletindo o ambiente de aversão ao risco diante de revisões macroeconômicas e expectativas para a decisão de política monetária (Copom).
Principais Ações e Fatores de Influência
-
Petrobras (PETR4 / PETR3): As ações da estatal pesaram negativamente sobre o índice, registrando perdas expressivas (com a preferencial recuando na casa de 4%), em sintonia com a oscilação dos preços internacionais do petróleo e cautela institucional.
-
Grandes Bancos e Vale (VALE3): Os papéis de peso do setor financeiro (como Bradesco e Itaú) e os da mineradora Vale operaram em terreno negativo, refletindo a cautela generalizada dos investidores com as contas públicas e o prêmio de risco.
-
Destaques Positivos (Contracorrente): Na ponta oposta, alguns ativos registraram ganhos pontuais, a exemplo de papéis do setor de aviação (como a Azul) e empresas focadas em exportação ou de nichos específicos que conseguiram contrabalançar o viés predominantemente vendedor do dia.
A sessão também foi marcada pela estreia do novo horário de negociação da B3 (com encerramento estendido até as 18h, alinhando-se ao fim do horário de verão nos Estados Unidos). No ambiente doméstico, investidores repercutiram projeções mais conservadoras para a inflação e para a taxa básica de juros (Selic), elevando a exigência de prêmios de risco na véspera da decisão do Copom.
O Nubank (NU) foi uma das ações que mais se beneficiaram do chamado trade eleitoral, quando a vitória do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), parecia próxima.
Porém, a queda após a derrota do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi inversamente proporcional: um tombo de 17% desde 23 de outubro.
Para a XP é nessa queda que pode surgir a oportunidade. A corretora elevou o preço-alvo da ação para US$ 17, o que implica potencial de valorização de 44% em relação ao fechamento da última sexta-feira (30), com recomendação de compra, conforme o InfoMoney.
