Estão em jogo os 435 assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos 100 assentos do Senado (35 cadeiras).
Por Misto Brasil
O último dia de votação das eleições de meio de mandato (midterms) de 2026 nos EUA ocorre nesta terça-feira (03), em meio a um cenário de incerteza após um ano em que o presidente Donald Trump tentou interferir na forma como os estados conduzem suas eleições e lançou dúvidas sobre o resultado caso os republicanos sejam derrotados.
A eleição representa, na prática, um julgamento nacional sobre Trump, num contexto de crescente insatisfação com os republicanos devido ao aumento do custo de vida e à guerra contra o Irã.
Milhões de americanos já votaram, e a participação antecipada, seja presencial ou pelo correio, já bateu recorde, com 57 milhões de votos registrados até a tarde desta segunda-feira, contra 45 milhões em toda a eleição de meio de mandato de 2022, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida.
Os cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos decidirão se os republicanos ou os democratas irão controlar o Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato de Trump.
As pesquisas eleitorais indicam que os americanos votarão sobretudo com base em questões econômicas. O aumento dos preços dos combustíveis, dos custos da habitação e das despesas com saúde tem pesado cada vez mais nos orçamentos familiares.
Em contraste com a retórica recorrente do presidente sobre supostas fraudes eleitorais, a votação ocorreu até agora com relativamente poucos problemas.
Estão em jogo os 435 assentos da Câmara dos Representantes (a câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço dos 100 assentos do Senado (35 cadeiras). Além disso, 36 estados escolherão seus governadores. Outros cargos estaduais e locais também serão definidos nas urnas.
Na Câmara dos Representantes, os republicanos possuem uma maioria estreita, com 218 parlamentares. Estados como Texas, Ohio e Iowa são apontados como possíveis pontos de mudança, podendo alterar o equilíbrio de forças.
No Senado, os republicanos contam com 53 senadores, contra 45 democratas e dois independentes. (Texto da Agência DW)
