A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Por Misto Brasil
A redução das receitas com dividendos de empresas estatais e o aumento dos aportes financeiros devem piorar em R$ 26,3 bilhões o equilíbrio do Orçamento federal de 2027, em comparação com este ano.
O cenário combina menor arrecadação e maior necessidade de recursos públicos, em meio aos desafios do governo para cumprir a meta fiscal, informou o Times Brasil.
Segundo o Tesouro Nacional, a previsão de receitas com dividendos das estatais cairá de R$ 51,5 bilhões, em 2026, para R$ 30,9 bilhões no próximo ano. A redução é de R$ 20,6 bilhões, aproximadamente 40%. Esses valores correspondem à parcela dos lucros das empresas públicas repassada à União.
Do lado das despesas, os aportes financeiros às estatais devem subir de R$ 257 milhões, em 2026, para R$ 6 bilhões em 2027. O aumento está relacionado principalmente ao plano de socorro aos Correios, que enfrentam dificuldades financeiras e passam por uma reestruturação.
Os dados constam do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado pelo Tesouro Nacional, conforme informou o jornal O Globo.
A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Mesmo com as medidas de reorganização, o Tesouro alerta que a situação financeira da empresa pode continuar se agravando.
O relatório de riscos fiscais também aponta a possibilidade de aportes emergenciais em outras empresas públicas, como Eletronuclear, Casa da Moeda e companhias responsáveis pela administração de portos.
Além disso, as estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior déficit do período desde o início da série histórica, em 2002. O levantamento do Banco Central não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos.
