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Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña

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Peña no comunicado oficial da sua renúncia à presidência do Paraguai/Arquivo/Reprodução vídeo

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Após a votação, Peña foi imediatamente afastado do cargo. Pouco depois, o Ministério Público do país ordenou a prisão do agora ex-presidente.

Por Misto Brasil

O Senado do Paraguai aprovou na noite sexta-feira (06) o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio a uma grave crise política e financeira desencadeada pelo colapso de um banco digital.

A destituição do presidente foi aprovada por unanimidade por todos os 44 senadores presentes na sessão – a Casa é composta por 45 cadeiras, mas um dos parlamentares não estava presente.

Leia – Senado do Paraguai avança com rejeição de manobras de Peña

Após a votação, Peña foi imediatamente afastado do cargo. Pouco depois, o Ministério Público do país ordenou a prisão do agora ex-presidente, além de determinar a detenção de Carlos Carvallo, ex-chefe do Banco Central do país.

Peña, que chegou ao poder em 2023 e tinha mandato até 2028, havia tentado apresentar sua renúncia na quinta-feira, após o colapso do banco Ueno, com o qual manteve laços comerciais no passado.

Mas sua renúncia não foi formalmente aceita pelo Senado, com Peña permanecendo provisoriamente no cargo de presidente por um dia a mais enquanto o processo de impeachment avançava. No Paraguai, a renúncia de um presidente precisa ser aceita pelo Congresso.

Com a formalização da destituição, o vice-presidente Pedro Alliana, assumiu a Presidência no lugar de Peña. Manifestantes nas ruas do lado de fora do Congresso celebraram o impeachment, mas também protestaram contra a posse de Alliana, acusando o novo presidente de também estar envolvido no mesmo escândalo que derrubou Peña

Caso a renúncia voluntária de Peña tivesse sido aceita, o presidente conseguiria assumir o cargo de senador vitalício, condição reservada aos ex-presidentes paraguaios que lhes permite garantir imunidade parlamentar.

Senadores que visavam responsabilizar Peña pelo escândalo financeiro continuaram a promover o processo impeachment justamente para impedir que ele ocupasse o cargo de senador. Com a destituição, Peña perdeu o direito de assumir a cadeira de senador vitalício e passou a ser alvo da Justiça comum.

Peña foi representado pelos seus advogados durante o julgamento do processo de impeachment e não compareceu pessoalmente ao Congresso para se defender.

No início da noite desta sexta, antes da coclusão da votação do impeachment, Peña divulgou uma mensagem na rede X tentando justificar sua renúncia, informou a DW.

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