Depois de 17 horas de sessão, o Congresso Nacional aprovou nesta madrugada a meta fiscal definida pelo governo provisório.
O projeto vai permitir ao governo federal encerrar o exercício financeiro com deficit primário (quando os gastos, excluindo o pagamento com juros da dívida pública, ficam acima da receita).
A sessão foi marcada pela obstrução de partidos da oposição, como o PT, PCdoB e Psol, mas o presidente interino saiu vitorioso no primeiro teste no Congresso. Em boa parte a vitória se deveu à condução da sessão pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros.
A aprovação foi comemorada pelos situacionistas. O ministro Geddel Vieira Lima twittou esta manhã e afirmou que a mudança permite que o governo Temer “comece a trabalhar para reverter rombo deixado por Dilma”.
O deputado Fernando Francischini disse que a aprovação “foi uma prova cabal do rombo deixado por Dilma, de R$ 170 nilhões”.
Já César Maia, também no microblog desta manhã, observa que a meta fiscal foi aprovada por votação simbólica. “O PT não quis colocar sua impressão digital”. Os petistas não votaram.