Complexo de vira-latas e cemitério de pessimistas

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Na década de 1950 o dramaturgo Nelson Rodrigues cunhou a expressão “complexo de vira-latas”, por conta do fracasso na Copa do Mundo no Maracanã. Passados quase seis décadas, o fantasma insiste como sinônimo do pessimismo de toda a Nação.

A Rio2016 mexeu com a baixa estima diante de tantos problemas, mas os resultados e a força do povo desafia o “cemitério de pessimistas”, como afirmou o colunista do New York Times, Roger Cohen.

Afinal, o Brasil  é um país somente de mazelas, problemas, tristezas e pessimismo? Para Roger Cohen, não. Há potencial para o país dar “a volta por cima”.

“Os problemas do país persistem, mas só um tolo nega que o Brasil será um grande ator do século XXI. Como qualquer pessoa que esteja frequentando a Olimpíada deve perceber, o Brasil tem uma cultura nacional poderosa e feliz. É a terra do ‘tudo bem’.”

 

E cita uma conversa que teve na década de 1980 com o industrial José Mindlin que afirmou: “Eu sempre me preocupo com o fim do mês. Mas eu nunca me preocupo sobre o futuro.” E Cohen arremata: “Ele estava certo. O Brasil é o cemitério dos opositores.”

 

O debate sobre a “inferioridade do povo brasileiro” não é nova. Já no século 19, o conde francês Arthur de Gobineau chamou os cariocas de macacos. No início do século 20, pensadores brasileiros e até Monteiro Lobato proclamavam que a miscigenação era a raiz de todos os males e que a raça branca era superior às demais.

Pura balela, como se sabe hoje.

 

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