O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou neste sábado (27) que Dilma Rousseff abordará o que existe como pano de fundo no “golpe”, quando se defender no processo de cassação na segunda-feira (29), às 9h00, no plenário do Senado.
“Ela vai querer dizer o que está por trás do golpe, não vai se restringir aos decretos”, ressaltou o senador petista.
Segundo Lindbergh a intenção da presidente afastada é falar não só para os senadores que poderão ter seus votos convertidos favoravelmente, mas também para convencer a população de sua inocência.
Na visão do senador, que tem sido adversário constante nos bate-bocas travados com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), Dilma protagonizará “um grande fato histórico”.
Clima suavizado?
A propósito, os bate-bocas verificados ao longo das sessões do impeachment no plenário do Senado não se repetirão na segunda-feira (29) com a presença de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e grande comitiva.
Pelo menos, foi isso o combinado durante em um jantar nesta sexta-feira (26) na residência oficial de Renan Calheiros com senadores petistas. Dele participaram para “fumar o cachimbo da paz” o senador Jorge Viana (PT-AC), além de Lindbergh Farias.
“Se outro lado passar do ponto, eles perdem politicamente. Se fizerem isso, a presidente Dilma sai absolvida nas ruas”, projetou Lindbergh.
Apesar da tentativa de Renan Calheiros aparar arestas, Lindbergh fez questão de declarar que o tom do jantar foi de reclamação ao invés de conciliação. Segundo ele, os petistas ficaram “muito incomodados com o que aconteceu”. Relembre aqui a tumultuada sessão desta sexta-feira.


























