A anistia a doações ilegais em campanhas passadas tem o apoio de praticamente todos os parlamentares de 27 partidos com assento na Câmara. A emenda aglutinativa que por pouco não foi aprovada ontem à noite não tem pai nem mãe.
A maioria dos políticos, entretanto, adoraram a ideia. A mãe de aluguel foi projeto 1210, apresentado em 2007 pelo então deputado Régis de Oliveira (PSC-SP) e que sequer foi discutido.
A anistia tem defensores poderosos. Poderá acabar com os crimes praticados e que estão sendo investigados pela Justiça Eleitoral. Nesta malha, estão as doações ilegais para as campanhas de Dilma-Temer, de governadores e também de parlamentares. A anistia, portanto, viria a ajudar dezenas de candidatos encrencados.
O projeto de Régis de Oliveira muda a legislação eleitoral e seria o segundo item a ser votado à noite. Alguns deputados reagiram à inclusão da proposta na pauta de votações sem consulta prévia aos líderes.
Se tivesse sido aprovado, jogaria praticamente por terra o projeto de lei com medidas contra a corrupção que está em discussão na Câmara. O PL 4856/16 recebeu mais de dois milhões de assinaturas. A proposta popular, portanto, seria jogada na lata do lixo.

























