O petista histórico Guido Mantega é conhecido por ter ficado no Ministério da Fazenda como um recordista. Ficou no cargo entre 2006 e 2015, ou seja, permanecendo na pasta durante governos Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Segundo políticos fora do leque de partidos aliados ao PT o responsabiliza pela atual condição da economia. Mantega era conselheiro de Lula e Dilma, vivia nos círculos mais próximos de amizade de ambos.
Foi do céu ao inferno quando tentava fazer acreditar que o Brasil não sofreria efeitos da crise mundial. Tentando tampar o sol com a peneira por muito tempo.
Entre as derrotas amealhadas no período em que foi titular na Fazenda ele é lembrado por não conseguir prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em 2007. Foi bastante criticado por conta dos juros altos cobrados pelos bancos em 2011.
Já em 2013, a revista The Economist pediu a cabeça de Mantega presidente Dilma, por falta de habilidade na condução da economia.
Mantega deixou o governo somente no segundo mandato de Dilma e foi substituído pelo também economista Joaquim Levy.
“Amiga”
O petista histórico recebeu apelido inusitado, descoberto ao longo das investigações da Operação Zelotes da PF, no escândalo do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
O conselho, ligado ao Ministério da Fazenda, decidiu perdoar, por unanimidade, dívida referente a impostos no valor de R$ 4 bilhões do banco espanhol Santander para com o governo brasileiro.
Ele era chamado de “amiga” pelos envolvidos no rumoroso caso. Na mesma operação levantou-se que a Cimento Penha também era suspeita de ter comprado decisões do CARF.
Em 9 de maio de 2016, depôs em São Paulo, sob condução coercitiva, durante a Zelotes. investiga favorecimentos de redução ou cancelamentos de multas a empresas.
Mantega é economista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Italiano de nascença, foi criado na capital paulista, também esteve à frente do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na primeira administração do PT.

























