A empreiteira Odebrecht não ajudou apenas nas reformas do sítio de Atibaia, supostamente do ex-presidente Lula da Silva, mas também para a construção do prédio que abriga hoje o Instituto Lula.
É o que mostram indícios das investigações da Operação Lava Jato, que levam em consideração planilhas do ex-ministro Antonio Palocci e de e-mails do herdeiro da empresa, Marcelo Odebrecht.
A mensagem foi enviada em 22 de setembro de 2010. Nela, Marcelo diz a Branislav Kontic, um assessor de Palocci: “Preciso mandar uma atualização sobre o novo prédio para o Chefe amanhã. Qual a melhor maneira?”
Na planilha de Palocci, há um valor registrado de R$ 12,4 milhões com a rubrica “IL”. Teriam sido usados para na compra de um imóvel e construção de uma nova sede do Instituto Lula, na Vila Clementino, em São Paulo.
Segundo a revista Época, os planos de compra e preparo da nova sede começaram ainda quando Lula da Silva ocupava o Palácio do Planalto e, na visão dos investigadores, tinha as canetas e o poder de fato sobre os dutos do petrolão.
Em 2 de julho de 2010, o empresário Marcelo Odebrecht se reuniu com Palocci para tratar do assunto. Seis dias depois, Marcelo fez outra reunião com o mesmo objetivo, desta vez com o pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo de Lula que funcionava como uma espécie de operador do ex-presidente.
As reuniões e os registros estavam no telefone celular de Marcelo Odebrecht e em e-mails trocados por ele. Entre as conversas, o empresário se certificava dos ajustes com um intermediário de Palocci.

























