O brasileiro vive cada vez mais com menor poder aquisitivo, sem condições de fazer poupança desde 2014.
Traduzindo, em dois anos, o poder de compra da população brasileira, ao considerar as rendas do mercado de trabalho, da previdência; o crédito; os juros e a inflação, sofreu queda de R$ 3,49 trilhões para R$ 3,17 trilhões, queda de 9,1%.
E, assim, o poder de compra alcança menor nível desde 2011, conforme levantamento da Tendências Consultoria Integrada.
Na visão do economista João Morais, responsável pela pesquisa, o principal limitador do poder de compra das famílias brasileiras foi a perda de postos de trabalho.
A taxa de desemprego do País saltou de 5% para 11,6%, desde 2014. Junta-se a isso o aumento dos juros e a escalada dos índices de preços ao consumidor, que corroeram a renda do brasileiro. Ou cerca de 24% nos dois últimos anos.
A consequência dessas taxas é a constatação de que com o mesmo salário não se paga mesmas despesas dos anos anteriores. “Tivemos dois anos de inflação alta e reajustes salariais abaixo dos índices”, assinala o economista. (com Estadão).

