A questão do emprego não é um problema somente do Brasil. É um fenômeno mundial, assim como a forma que se dará a relação patrão-empregado nas próximas décadas.
Ao mesmo tempo que o discurso oficial da Organização Internacional do Trabalho (OIT) passa pela ideia de que o progresso social depende da capacidade de dar às pessoas um emprego com direitos, a crescente “uberização” das relações do trabalho coloca novas questões.
O site português Publico, observa que ganha terreno a relação entre a empresa e o prestador de serviços, em vez da relação entre empregador e empregado. De passagem por Lisboa para participar num debate sobre o futuro do trabalho, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, deixa um alerta: se a economia não crescer de forma sustentada, a inovação tecnológica será “um grande problema” e vai colocar uma pressão crescente sobre o mercado de trabalho.
Na entrevista, o representante da OIT faz a pergunta que se faz no Brasil: “Qual vai ser o efeito da inovação tecnológica no emprego? Depende de muitos fatores: das taxas de crescimento econômico, da forma como gerimos a inovação, como educamos as pessoas, como distribuímos os benefícios da inovação tecnológica.”























