Para os investigadores da Lava Jato, especialmente para os representantes do Ministério Público, uma delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha será bem-vinda. Mas o ex-presidente da Câmara preso desde ontem na carceragem da Polícia Federal terá que apresentar novos e importantes informações sobre o petrolão.
As investigações estariam bem avançadas e só com dados que fechem o que jpá se tem é que seria possível negociar a delação. Pelo jeito, Cunha terá o que falar, pois ele contratou ontem o escritório do criminalista Marlus Arns.
A banca de advogados atuou na costura dos primeiros acordos de delação premiada de empreiteiros enrolados no petrolão, segundo o blog Maquiavel, hospedado na Veja.
Arns tem equipe sediada em Curitiba e trabalhou também nas tentativas – frustradas – dos acordos de colaboração do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e do publicitário Ricardo Hoffmann, ligado ao deputado cassado André Vargas.
Arns já integrava a banca de defesa da jornalista Cláudia Cruz, esposa de Cunha, e agora passa a defender o casal. Oficialmente, Marlus Arns atuará no atendimento imediato das necessidades do ex-deputado, como material de higiene pessoal, e na redação do habeas corpus a ser apresentado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
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