Diretor da polícia do Senado pode ter agido sob ordens

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Quem autorizou a Polícia Legislativa a realizar serviço de contra investigação para os senadores? Esta é a pergunta que o próprio presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), deve responder.

O senador terá que esclarecer quem autorizou as operações de varreduras para os senadores Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor de Mello (PTC-AL) e o ex-senador José Sarney (PMDB-AP). Por coincidência, todos são investigados por conta do escandaloso roubo da Petrobras.

O diretor da área foi indicação de Renan e, portanto, homem de confiança, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, preso hoje sob acusação de vários crimes, inclusive obstrução das investigações da Operação Laja Jato.

As ordens para a execução da contra investigação não tiveram registros, segundo o policial legislativo que delatou a operação ilegal dos colegas.

Segundo a Polícia Federal, as operações ilegais foram executadas para localizar escutas telefônicas e ambientais ordenadas pelo diretor da Polícia Legislativa. Duas ações foram executadas, sendo uma delas em São Luiz (MA) e Curitiba (PR), pelos agentes de segurança do Senado.

Renan encontra-se na capital alagoana, e até o momento não se manifestou. Tão pouco o Senado Federal por ordem do seu presidente se manifestou através de nota. Há um cheiro no ar do famoso “não sabia”. 

Os agentes da Polícia Legislativa presos são: o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Carvalho; os agentes Geraldo Cesar de Deus Oliveira, Everton Taborda e Antonio Tavares.

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