Alguém duvida que o esquema de corrupção no Rio de Janeiro não tenha sido do conhecimento do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)? Para lembrar: a mulher de Cabral ganhou um brilhante de R$ 800 mil do empreiteiro Fernando Cavendish. Quem escolheu a joia foi o próprio ex-governador.
Os procuradores da República não têm dúvidas sobre a participação do próprio Cabral no “gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas”. Cabral seria o padrinho.
“Tal esquema delituoso, como descreve a denúncia, envolveu desvio de verbas destinadas a importantes obras públicas a exemplo da construção do Parque Aquático Maria Lenk, para os Jogos Panamericanos de 2007 e a reforma e construção de Estádios para a Copa do Mundo de 2014 (Maracanã)”, assinalam os procuradores, registra o blogueiro do Estadão Fausto Macedo.
“As investigações produziram fortes elementos que apontam para a existência de gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas no Rio de Janeiro, que contou, inclusive, com o apadrinhamento do então governador de Estado Sérgio Cabral, conforme se extrai das declarações de colaboradores”, destacam.
Segundo as investigações da Operação Saqueador, entre 2007 e 2012, a empreiteira Delta (a da joia presenteada) teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas em um montante de quase R$ 11 bilhões.
Deste total, R$ 3790 milhões teriam sido lavados por meio de 18 empresas localizadas em endereços onde funcionam consultório de dentista, loja de gesso e onde existe um matagal na beira de estrada. Alguns endereços não existem.























