Fundo partidário torra R$ 3,09 bilhões

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Texto de Magno Martins

Nem mesmo o fim das doações de empresas privadas para campanhas impediu o crescimento de recursos transferidos aos partidos políticos, que faturaram R$ 3,091 bilhões do Tesouro Nacional, por meio do Fundo Partidário, entre 2007 e 2016. O dinheiro público seria suficiente para a compra de 38.641 casas populares no valor de R$ 80 mil.

Considerados os três maiores partidos do País, PT, PMDB e PSDB amealharam R$ 1,17 bilhão no período. Alvo de série de escândalos de corrupção, a maioria envolvendo recursos públicos, o PT é o campeão em recebimento de dinheiro do Tesouro Nacional: R$ 450,53 milhões.

Em seguida, o PMDB aparece em segundo lugar. O partido do presidente Michel Temer, cujos caciques enfrentam uma série de processos, levou dos cofres públicos R$ 368,36 milhões. Comandado pelo senador Aécio Neves (MG), o PSDB tungou R$ 353,63 milhões do fundo.

O Fundo Partidário é um Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, que tenham seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral e prestação de contas regular perante a Justiça Eleitoral. Os dados dos gastos estão disponibilizados no portal do TSE.

No apagar das luzes, em dezembro de 2014, o Congresso aprovou uma emenda que praticamente triplicou o valor do fundo. Em 2015, a então presidente Dilma sancionou, fazendo com que o valor anual de dinheiro público transferido aos partidos saltasse de R$ 308 milhões para R$ 811 milhões.

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