O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo. O ex-guerrilheiro sandinista é acusado por antigos colegas de promover a dinastia da família, assim como fez Anastásio Somoza que foi derrubado pela guerrilha.
Houve abstenção de 35% dos eleitores para a justiça eleitoral, ou 70% para a oposição, segundo informa hoje o jornal Confidencial, da Nicarágua.
Ortega tem como vice-presidente a sua mulher Rosário Murillo. Ortega mudou a Constituição para eliminar os limites da reeleição. Seu partido, a Frente Sandinista da Liberação Nacional (FSLN), foi ganhando o controle das instituições.
Apesar das melhorias econômicas e sociais, a Nicarágua ainda está entre os países mais pobres da América Latina e precisa atrair investimentos estrangeiros. O Congresso norte-americano ameaça limitar os empréstimos concedidos por organismos internacionais à Nicarágua se o presidente Daniel Ortega não promover reformas democráticas.
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