A única ação efetiva para incomodar os comandos das facções criminosas nos presídios tem sido isolar as lideranças. Pelo menos até agora. Trata-se de uma medida emergencial, para não dizer paliativa.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) detectando que podem ocorrer novas rebeliões em estados como Mato Grosso, Sergipe, Rondônia, Piauí, Ceará resolveu denunciar à Corte Interamericana de Direitos Humanos os massacres nas penitenciárias.
Isso, depois das 91 mortes contabilizadas nos presídios do Amazonas e de Roraima. Em São Paulo, berço de uma das facções – o Primeiro Comando da Capital (PCC) – que agem na região norte do país, 71 presos rivais já foram transferidos para evitar confrontos.
A pergunta que não quer calar é será que apenas isso a OAB poderia fazer como contribuição enquanto entidade relacionada ao problema crítico do sistema carcerário?
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