A Comissão de Valores Imobiliários dos Estados Unidos, conhecida como SEC, anunciou um acordo com a Orthofix International, em que a empresa admite ter cometido fraude contábil e também ter pago médicos em hospitais públicos brasileiros para utilizarem seus produtos e, assim, aumentar suas vendas.
Reportagem da Veja informou que a empresa concordou em pagar mais de US$ 14 milhões para encerrar as investigações. No Brasil, o caso ficou conhecido como “máfia das próteses”.
Em comunicado, a SEC afirmou que a subsidiária brasileira da empresa de implantes de equipamentos e acessórios médicos teria violado a Lei de Combate a Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA) ao produzir “um esquema com fortes descontos e pagamentos impróprios através de representantes e distribuidoras” para induzir médicos contratados pelo governo brasileiro para utilizar seus produtos.
“A Orthofix não teve controles internos adequados em suas subsidiárias e falhou em detectar e prevenir pagamentos impróprios no Brasil que eram destinados a incrementar as vendas”, afirmou Kara N. Brockmeyer, diretora da divisão da SEC que cuida de práticas corruptas praticadas no exterior.





















