As calçadas dos quarteirões ao redor da Casa Branca amanheceram no domingo cheias de placas com os dizeres “Love Trumps Hate” (O Amor Vence o Ódio, em um trocadilho) e “Construa Pontes, Não Muros”, resquícios da Marcha das Mulheres em protesto contra as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.
Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Pew divulgada na quinta-feira revelou que 86% dos norte-americanos acreditam que a nação está mais segmentada politicamente do que no passado, muito mais do que os 46% que tinham essa opinião oito anos atrás, pouco antes da posse do ex-presidente Barack Obama.
Tanto as mulheres e homens que participaram da manifestação em massa contra Trump em Washington, no sábado, quanto os apoiadores do presidente contemplaram os vestígios do protesto e ponderaram sobre as primeiras e agitadas 48 horas de governo do republicano.
Para Mary Forster, que participou de sua primeira manifestação política naquele dia, o final de semana só reforçou os temores de que o país está se dividindo ainda mais após uma eleição amarga.
“Sinto que estamos ficando ainda mais distantes”, disse Mary, especialista em regulamentos ambientais, de 42 anos, de Ithaca, em Nova York. “Realmente não existe mais meio termo. Parece que o estamos perdendo.”
Ela já votou tanto em democratas como em republicanos no passado, mas se sentiu motivada a marchar devido às preocupações causadas pelos comentários e plataformas do empresário e agora presidente Trump, muitos dos quais são vistos pela esquerda norte-americana como prejudiciais a mulheres e minorias.
Como Mary, milhões de mulheres, encorajadas por familiares e amigos homens, se uniram a marchas em várias cidades dos Estados Unidos, em um desafio a Trump que se mostrou muito maior do que o esperado.
“Antes havia mais coisas que nos uniam, e agora sinto que estamos mais divididos do que costumávamos ser”, afirmou Mary. (Texto de Scot Malone, da Reuters)






















