A Operação Hurricane da Polícia Federal em 2007 chegou perto: fortes evidências de vendas de votos e sentenças de juízes, desembargadores e ministros. No início do mandato o ex-presidente da República, Lula da Silva soltava frases figadais e misteriosas contra as Cortes: “É preciso abrir a caixa–preta do Judiciário”.
Pois a delação de Marcelo Odebrecht traz algo mais bombástico que o esperado para o mundo político. Envolve nomes da Justiça, da primeira à última instância. Era isso que tirava o sono do ministro Teori Zavascki, o relator que morreu na praia.
A proximidade do clã Odebrecht com membros do Judiciário brasileiro, nos Estados e nas Cortes, era próspera. Pessoalmente ou através de grandes advogados.
Dezenas de parlamentares procuraram a Odebrecht em busca de recursos para suas campanhas em 2010 e 2014. Os “ignorados” hoje comemoram não terem recebido um centavo da empreiteira que está no epicentro da Lava Jato. “Hoje vejo como um ‘não’ mais que bem-vindo. Que bom que não me receberam”, ironiza um deputado. (Da Coluna Esplanada)



















