O encontro de Moraes em barco no Lago do Paranoá

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A Lua Cheia no calendário lunar é hoje, sexta-feira. Mas na terça o satélite estava quase completo, mas o tempo encoberto não permitiu que a Lua fosse vista do Lago Paranoá. Mas foi nesse clima que o ministro licenciado Alexandre Moraes e nove senadores se encontraram num barco no cenário que já fez a imaginação de muita gente.

O indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo presidente Michel Temer está numa operação corpo a corpo para cabalar votos. Precisa deles para ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e depois no plenário do Senado Federal. Não dispensa nenhum convite, nem mesmo num regabofe no Lago Paranoá.

Ele se encontrou no barco do senador Wilder Morais do Bloco Moderador – PR/PTB/PRB/PSC/PTC. Além do dono da chalana Chanpagne estavam os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PR-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG).

Depois que a notícia se espalhou hoje à tarde, Alexandre de Moraes diz que foi a endereço de reunião com senadores e se surpreendeu que fosse em barco. Conversa foi “séria e respeitosa”, segundo o Jota.

Moraes disse que a reunião foi agendada no endereço QL22 Conj10 casa20. Compareci e “fui surpreendido que reunião ocorresse em barco atracado na residência”.

Moraes será sabatino no próximo dia 18. E como observa o colunsta do Poder360 – que divulgou a notícia da chalana – Luiz Costa Pinto, não haverá sabatina digna desse nome se Moraes não foi instado a responder sobre a acusação de plágio que lhe recai (teria copiado, sem citação, trechos de uma obra do ex-presidente do Conselho de Estado da Espanha Francisco Rubio Llorente).

Ou de falar como ampliou o patrimônio imobiliário em tão pouco tempo. Ou por que é acusado de ter advogado para empresas usadas pelo PCC, o Primeiro Comando da Capital. Ou, ainda, sobre como está o estado de seu relacionamento com o antigo cliente Eduardo Cunha, ora passando uma temporada nos presídios de Curitiba e sobre quem lhe recairão necessários despachos judiciais caso ascenda ao STF.

Deverá responder ainda Moraes sobre seus conceitos de sociedade moderna, a forma como vê avanços do debate em torno da descriminalização do uso de drogas e a repercussão disso no combate a crimes. Por fim, precisará falar como poderia ter ajudado –e não o fez– na repressão à explosão de violência desse começo de ano no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

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