A adoção de práticas agroecológicas nas zonas de amortecimento tem sido fomentada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), mas ainda não é medida obrigatória aos produtores rurais. A proposta é melhorar o manejo das terras próximas a áreas protegidas. Assim, a inserção da técnica passa pela sensibilização dos agricultores em relação ao tema.
A agroecologia nas zonas de amortecimento funciona também como ferramenta para barrar o parcelamento irregular. “É uma maneira de garantir a permanência dos agricultores na terra e, assim, manter as zonas rurais”, afirma Raoni Nazareth Costa, gerente de Manejo e Gestão do Ibram.
Ao estruturar a produção de acordo com os princípios da agroecologia, a produtora Ivone Ribeiro Machado, de 58 anos, viu não só o negócio prosperar como também percebeu melhorias ambientais na região em que atua, na Zona de Produção do Parque Nacional de Brasília e da Reserva Biológica da Contagem, no Assentamento Chapadinha, no Lago Oeste.
“Antes, aqui tinha lavoura de soja. Quando viemos para a área, não havia pássaro algum, nem pardal, que está acostumado com a cidade, vivia aqui”, conta. (Da Agência Brasília)
























