O ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) admitiu que abriu uma conta na Suíça, mas desconhece três depósitos feitos entre 2009 e 2011, que totalizam R$ 2,7 milhões. Foi o que disse em sua defesa na Procuradoria-Geral da República.
O ex-ministro do Turismo dos governos Dilma e Temer e ex-presidente da Câmara, é acusado de receber propina da empreiteira Carioca Engenharia para liberar dinheiro do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (Fi-FGTS). Eduardo Alves diz que por motivos burocráticos não movimentou a conta, mas sugere que outros se utilizaram da abertura para fazer movimentações financeiras.
Foram depositados US$ 980, US$ 10 mil e US$ 832.975,98 em três partes, segundo reportagem de O Globo.
A defesa argumenta que a conta foi aberta de forma lícita para proteger o dinheiro do espólio dos pais de Henrique Alves. Isso porque, em 2008, ele estava em processo de separação. Mas, em razão de problemas burocráticos, ele não conseguiu ter autorização para movimentar a conta. Em função desse e de outros problemas, a defesa argumenta que ele decidiu jamais mexer nela.























