O dono do grupo Gol Linha Aéreas deve ir à julgamento por homicídio nesta segunda-feira no fórum de Taguatinga (DF). Nenê Constantino, batizado Constantino de Oliveira, responde pelos crimes de homicídio qualificado e oferecimento de vantagem a testemunha.
Ele teria mandado matar o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito. O caso aconteceu em 12 de outubro e 2001. Márcio era morador de uma propriedade da antiga Viação Pioneira, em Taguatinga.
Nenê Constantino, de 86 anos, já foi julgado e absolvido em outra ação, que tratava da tentativa de homicídio de seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alves. Ele foi inocentado em 16 de agosto de 2015, depois de ser julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília.
Em outro caso envolvendo a família Constantino, o empresário Henrique Constantino, da Gol, afirmou para procuradores da Lava Jato ter pago propina ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) e ao corretor Lúcio Funaro, ambos presos.
O pagamento seria em troca de apoio por recursos do FI-FGTS – fundo de investimentos administrado pela Caixa e investigado em ação na Justiça Federal de Brasília.
A Gol Linhas Aéreas assinou um acordo de leniência e assumiu os crimes praticados pela empresa. Na leniência, a Gol se comprometeu a pagar R$ 5,5 milhões para reparação pública, R$ 5,5 milhões como multa e mais R$ 1 milhão pela condenação.























