Na gíria política, quando um projeto perdeu força, comenta-se que “subiu no telhado”. É o que estaria acontecendo com a PEC da reforma da Previdência Social em discussão na Câmara dos Deputados.
A decisão do presidente Michel Temer de esvaziar o texto, o que provocou surpresa em seus próprios assessores, foi a senha para que a base deixasse de se preocupar com a questão. Pior para o relator Arthur Maia (PPS-BA), que prometeu novo relatório desta vez para o “início de abril”.
A decisão de tirar os servidores estaduais e municipais da proposta de reforma da Previdência pegou os governadores de surpresa, registra o Extra. A medida encontrou o apoio de alguns, e a resistência de outros. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), por exemplo, se posicionou contra a retirada. Hoje pela manhã, o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Trípoli (SP) disse que “isso socializa a responsabilidade”.
Maia provavelmente tenha sido o mais prejudicado politicamente com o episódio. Em sua base eleitoral, as críticas só aumentaram quando o parlamentar defendeu cortes na aposentadoria e a defesa da aposentaria integral somente com 49 anos de contribuição.
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