A menos de um mês das eleições presidenciais, uma greve que já dura dez dias parece não sensibilizar o eleitorado francês. A Guiana Francesa, território ultramarino da União Europeia colado com o Brasil, com 250 mil habitantes, enfrenta a sua pior crise. Neste momento, há uma grande manifestação pelas ruas da capital Cayena.
A paralisação causou uma série de transtornos, entre eles o fechamento da base espacial de Kourou, adiando o lançamento de um foguete que colocaria satélites de Brasil e Coreia do Sul em órbita. Há um piquete na entrada do Centro Espacial de Kourou e a uma greve de trabalhadores da empresa Endel, responsável pelo traslado do foguete para a plataforma de lançamento.
Em uma tentativa de acalmar os ânimos, o governo francês ofereceu um aporte de 1 bilhão de euros, mas o porta-voz dos 500 Irmãos, Olivier Goudet, disse que o grupo considera a oferta “insatisfatória”, até porque os termos falavam em pagamentos ao longo de 10 anos.
Líderes sindicais que comandam as paralisações exigem que o governo francês faça um pagamento imediato de 2,5 bilhões de euros (R$ 8,3 bilhões) a seu Departamento na América do Sul. Eles acusam Paris de ignorar os problemas da região, que oficialmente é um enclave da União Europeia no continente e usa o euro como sua moeda. (Com a BBC Brasil e dos sites Blada.com e FranceGuyane)
















