O lado positivo da crise, para Carlos Langoni

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O momento apresenta oportunidade para uma revisão profunda da atuação do Estado na economia, acabando com relações espúrias publico-privadas. Esse é o lado positivo da crise recheada de escândalos de corrupção que vieram à tona em consequência da Operação Lava Jato, para o ex-presidente do Banco Central, o economista Carlos Langoni.

“O Judiciário está dando a sua contribuição para, no fundo, obrigar uma revisão profunda do papel do Estado na economia, acabar com relações espúrias entre público e privado”, avalia. Na opinião do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil que sairia de atual crise teria um “Estado menor, mais eficiente e uma economia mais moderna, igualitária e competitiva”. 

Além disso, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmou que há uma revolução econômica que “passa por uma ação da Justiça, ao desconstruir cartéis, obrigar o aparecimento de novos atores econômicos e o foco em eficiência e corrupção e não em lobby político”.

Em relação à retomada da economia “vai ser liderada pelo investimento privado e pelas exportações, não mais pelo consumo das famílias”, afirma. E isso, na visão de Langoni, ajudaria a explicar o “processo mais demorado” de retomada. Langoni é favorável às reformas da Previdência e trabalhista como modernizadoras da economia brasileira.

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