A Procuradoria-Geral da República (PGR) estuda romper o acordo de colaboração premiada do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) homologado em 2016.
O motivo é a consequência das revelações dos ex-executivos Benedicto Júnior e Rogério Santos de Araújo, da Odebrecht, sobre repasses para campanhas eleitorais em contrapartida à atuação dele em casos de interesse da empreiteira.
Não é só a delação de Delcídio será analisada. Há outras na mesma situação no âmbito do Ministério Público devido a revelações dos ex-executivos da Odebrecht. O ex-gerente de Engenharia da Petrobrás Pedro Barusco é outro que está na mira por conta das revelações do ex-executivo da Odebrecht, Rogério Araújo.
Conforme o delator, Barusco pediu para ele guardar em sua casa 24 garrafas de vinho caros, logo após o início da Operação Lava Jato. A informação não foi levada ao conhecimento dos investigadores à época da assinatura do seu acordo.
A Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa se preparam para rever seus acordos após delações da Odebrecht. Ambas construtoras fizeram delaçõesa, mas excluíram informações entregues pela empreiteira da Bahia. Nesses casos a “punição” pode ser revisão das penas, ou mesmo o cancelamento do acordo de delação.
























