A avaliação do governo federal até o início da tarde era de que a greve geral deflagrada nesta sexta-feira contra as reformas trabalhista e previdenciária foi “fraca” e se concentrou na área de transporte público, o que passava a impressão de um movimento mais forte do que de fato é, disse à Reuters uma fonte palaciana.
A fonte ressalvou, no entanto, que era preciso esperar os eventos da tarde, de acordo com a agência Reuters. Neste momento, cerca de três mil pessoas seguiram em passeata, informou a Polícia Militar.
Levantamentos feitos pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República apontavam para uma possível ação de grupos mais violentos no final da tarde, especialmente em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Fortaleza.
Mais cedo, em entrevista à rádio CBN, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, escalado pelo Planalto para falar pelo governo, foi menos cauteloso e classificou a greve como “um fracasso”, atribuindo a aparente participação popular à falta de transporte público.
Pela manhã, o transporte público foi afetado nas principais capitais, que tiveram também bloqueios em importantes vias, que levaram, em alguns casos, a confrontos com a polícia. Bancos e escolas também fecharam as portas.

























