O Senado Federal amanheceu hoje com um senador a menos. Dos 81 com assento no plenário da Câmara Alta, um deles não poderá participar das atividades legislativas (inclusive discursar). Trata-se de Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, envolvido nas graves denúncias formuladas pelos donos da JBS e que atinge diretamente o presidente Michel Temer.
Informou-se há pouco que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a prisão do senador, mas o pedido foi negado. Autorizou-se apenas as buscas e ameensões que estão sendo executadas neste momento nas residências de Aécio no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
A decisão monocrática de afastar Aécio é do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A rotina é muito parecida com que viveu o ex-senador Delcídio do Amaral (PT-RS) que acabou preso e depois cassado pelo próprio Senado. Delcídio está sendo processado por obstrução da justiça.























