Texto de Maurício Nogueira
De olho em 2018, as forças políticas amazonenses se preparam para a eleição para governador no dia 6 de agosto. O mandato tampão até 2018 é estratégico para as aspirações de candidaturas que se agitam, desde já, inclusive com a formação de chapas em andamento.
Vale lembrar que o ex-governador José Melo (PROS) foi cassado por compra de votos. Atualmente, o cargo é ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEA), David Almeida (PSD).
Em posição de destaque, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) é o forte pré-candidato. Apesar de Amazonino Mendes (PDT) ter o apoio de Omar Aziz (PSD), ele, dificilmente, se manterá na disputa pelo governo do estado. As apostas são de que reflexos da idade avançada poderão tirá-lo do páreo mais cedo do que se imagina.
Braga é suspeito de receber R$ 1 milhão em pagamentos indevidos da Odebrecht quando era governador do Amazonas, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo delator Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, o acordo entre a empresa e o governador era relativo à construção da ponte do Rio Negro. O inquérito faz parte de investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.
Quando a delação veio à tona, Braga disse que abrir inquérito não significa que os investigados respondam por qualquer tipo crime. Ela informou que em caso de notificação, prestará todas as informações necessárias à Justiça. E que aguarda com tranquilidade o resultado das investigações.
A novidade no espectro político local é o ex-deputado estadual Marcelo Ramos (PR). Conquistou espaço proeminente ao obter a segunda colocação na eleição vencida pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB). Ramos tem apoio do senador Alfredo Nascimento (PR) e do deputado Pauderney Avelino (DEM).
Já correndo por fora e com menores chances está o deputado estadual José Ricardo Wendling (PT). A expectativa dos aliados do petista é que ele possa contar com o apoio da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela ainda não se definiu, pelo menos até agora.
Pelo PSB, o vereador Marcelo Serafim se candidata também sem muitas chances. Trata-se do filho do ex-prefeito de Manaus, Serafim Correia.
As primeiras articulações também em Brasília já se fazem notar. Nesta terça-feira (17), reuniram-se na capital, Omar Aziz, Alfredo Nascimento, Pauderney e Marcelo Ramos em Brasília. O intuito é reeditar aliança entre PR, PSD e DEM para enfrentar Eduardo Braga.
A mobilização por votos do interior do estado também já teve início. A candidatura de Marcelo Ramos poderá contar com um nome forte no interior do estado, o deputado federal Átila Lins (PSD).
Uma força, ainda, com penetração no interior e na capital manauara, arrebanhando votos de evangélicos é o deputado federal Silas Câmara (PRB). Assim, podendo ser cortejado para vice no decorrer da configuração política antes de 6 agosto.
Os partidos têm até 16 de junho para selecionar as candidaturas em convenções que deverão esquentar em pleno recesso parlamentar.
























