O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o presidente Michel Temer preste depoimento por escrito no âmbito de um inquérito em que é investigado por suspeita de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de Justiça na corte, informou uma fonte nesta terça-feira, de acordo com a Reuters. O presidente, que tem prerrogativa para responder por escrito, terá prazo de 24 horas para se manifestar a respeito dos questionamentos.
Na última semana, lembra o Congresso em Foco, Janot enviou ao STF pedido para tomar o depoimento do presidente Michel Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do então deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), também afastado das funções, que estava no lugar ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (Serraglio decidiu hoje voltar à Câmara).
Nesta terça-feira, Fachin também decidiu separar as investigações de Temer da investigação contra o senador Aécio.
No mesmo inquérito de Temer, também será investigado Rocha Loures, que apesar de perder o foro privilegiado nesta terça-feira (30) é investigado por relação direta com os fatos apurados no inquérito aberto para investigar o presidente. Já no inquérito de Aécio, também serão investigados Andréa Neves e seu primo Fred.
