O barulhento senador Hélio José (PMDB-DF) nas redes sociais silenciou. Isso aconteceu depois do troco do presidente Michel Temer contra o parlamentar que resolveu trapacear o governo na votação da reforma trabalhista, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Hélio José chegou a dizer que ele tinta tanta liberdade no governo Temer que poderia, se quisesse, nomear até “a melancia que quiser”.
Hélio José sofre na pele o que reserva aos traidores. Primeiro suplente até a posse do então senador Rodrigo Rollemberg (PSB) no governo do Distrito Federal, Hélio José era um aliado do governo local. Depois, aliou-se a Tadeu Filippelli (PMDB), que recentemente caiu em desgraça com a operação Lava Jato.
Foi preso e alguns dias depois solto, mas responde a investigação e teme nova guilhotina com a provável delação do suposto intermediário da propina da Odebrecht Hermano Gonçalves de Souza Carvalho. O mesmo que teria feito trabalho idêntico para o ex-governador Agnelo Queiroz (PT), também preso e depois solto por ordem do Supremo Tribunal Federal.
A vingança de Temer contra o senador alcançou o o superintendente regional da Secretaria de Patrimônio da União no Distrito Federal, Francisco Nilo Gonsalves Júnior, funcionários subalternos da própria SPU.
A gravação de agosto passado durante uma reunião com funcionários na SPU: “Isso aqui é nosso. Isso aqui eu ponho quem eu quiser, a melancia que eu quiser aqui, eu vou colocar”. Ele (Francisco Nilo) tem lado. O lado dele é o senador Hélio José, que é o responsável pela SPU a partir de hoje. A partir de hoje, a SPU é responsabilidade minha, do senador Hélio José, gabinete 19 da Teotônio Vilela”.























