A nossa atenção limitada e o excesso de informação explicam como as notícias falsas, mais conhecidas pela versão em inglês fake news, se tornam virais nas redes sociais, segundo um estudo publicado na revista Nature Human Behaviour.
Os autores deste estudo adiantam que, no campeonato da popularidade na Internet, as notícias falsas estão em pé de igualdade com as verdadeiras.
Solução? Limitar o recurso a nots (vem da palavra inglesa robot), um programa de computador que espalha de forma automática uma notícia a um ritmo impossível para um ser humano. Os investigadores analisaram o comportamento de um milhão de utilizadores de redes sociais e dois milhões de memes (uma informação, imagem ou vídeo que se espalha via Internet).
As notícias falsas e os boatos sempre existiram, mas as redes sociais deram-lhes um imenso palco com espaço para crescer sem limites aparentes. Neste “espetáculo” social, podemos fazer uma escolha: ou somos apenas espectadores ou participamos, saltando para o palco com uma publicação ou uma partilha. Independentemente do papel que escolhemos, bombardeados com tanta informação sobre tanta coisa torna-se muito difícil conseguir distinguir a informação de qualidade das notícias falsas ou embustes. Há um permanente concurso neste palco: ver quem tem mais sucesso, mais partilhas, quem é mais popular.

