A declaração final acordada neste sábado (08) pelos líderes do G20 reunidos em Hamburgo, na Alemanha, reflete uma divisão entre os Estados Unidos e os demais membros do grupo em relação ao Acordo do Clima de Paris.
Outros acordos fechados durante o encontro incluem um acordo para pressionar provedores de internet a detectarem e remover conteúdo extremista, visando o combate ao terrorismo.
“Tomamos nota da decisão dos Estados Unidos de se retirarem do Acordo de Paris”, diz a declaração, em referência ao pacto que visa combater as mudanças climáticas. “Os líderes dos demais Estados-membros do G20 afirmam que o acordo é irreversível.”
Aprovado no final de 2015, o pacto climático visa limitar o aumento da temperatura global ao teto máximo de 2ºC em relação aos níveis da era pré-industrial. Abandonar o Acordo de Paris era uma das promessas de campanha do presidente americano, Donald Trump.
Quanto ao comércio, outro tema-chave durante a cúpula de dois dias em Hamburgo, os líderes concordaram em “combater o protecionismo, incluindo todas as práticas comerciais injustas, e reconhecer o papel de instrumentos legítimos de defesa do comércio”. O comunicado final afirma que o comércio deve sempre trazer vantagens mútuas.
Comunicados emitidos pelo G20 expressam intenções e depende de cada governo se estas serão seguidas. Ainda assim, os documentos acordados pelas 20 maiores economias do mundo dão o tom para a formulação de políticas globais e permitem que pressão seja exercida quando o que foi acordado não é cumprido.






















