A sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara está marcada para às 14h30 para a leitura do parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. É dado como certo um pedido de vista por parte de um dos 66 deputados membros da CCJ ou coletivo.
O advogado de Temer, Antônio Mariz, pedirá que não seja dada autorização para prosseguimento do processo, no Supremo Tribunal Federal.
A semana começa com muitas dúvidas e apreensões. O relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), deverá dar um parecer pela aceitação da denúncia. E os próprios aliados admitem que, se o relatório for técnico, sem juízo da acusação, será difícil votar contra ele na comissão.
Na noite de ontem, Temer convocou líderes aliados para discutir sua estratégia. Mais cedo, também recebeu os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (Dem-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
O presidente da Câmara, segundo a Folha e O Globo, não deu garantias ao presidente Michel Temer de que a denúncia apresentada contra o peemedebista será votada antes do recesso parlamentar, como quer o governo.
No mesmo horário da reunião da CCJ, lideranças do PSDB se encontram em São Paulo para uma nova tentativa de construir um consenso interno e, assim, estancar a sangria da legenda. O encontro, de iniciativa do governador Geraldo Alckmin, terá a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, e do prefeito João Doria.




















