Penúria financeira nas universidades públicas

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Representantes de universidades e de trabalhadores do ensino superior afirmam que o impacto do corte de gastos imposto pelo Ministério da Educação já muda a rotina de campi pelo País, e que muitas instituições só têm dinheiro para custeio até setembro.

Cortes em diferentes setores, demissões de terceirizados e busca por parcerias viraram estratégia para fugir das dívidas.  O “custeio” das universidades representa os gastos como contas de luz, água, manutenção e pagamento de funcionários terceirizados. 

Na Universidade de Brasília uma das ações para reduz os gastos, foi pagar 15% a menos, cerca de R$ 3 milhões até dezembro, pelas refeições do Restaurante Universitário (RU). Uma negociação da administração com a empresa terceirizada responsável pelo serviço levou à redução, que deve passar a valer a partir dos próximos dias. 

Veja a entrevista da reitora da UnB na Seção Vídeo ao lado

“Assumimos a gestão em uma situação de total desequilíbrio orçamentário. A Universidade tem uma previsão de gastos, em 2017, da ordem de R$ 230 milhões, para um orçamento de custeio, vindo do MEC, de R$ 136 milhões”, diz a reitora Márcia Abrahão.

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