Como foram levadas malas de dinheiro para Aécio e Temer

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A revista Época publicou nesta sexta-feira a íntegra das fotos que registram a organização e o empacotamento dos R$ 2,4 milhões em notas entregues a assessores e familiares do presidente Michel Temer (PMDB), do senador Aécio Neves (PSDB) e do doleiro Lúcio Funaro.

Segundo a reportagem, são dezenas de imagens de malas, pastas e bolsas cheias de dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100, meticulosamente arrumadas e amarrado com linguinhas de plástico. Uma delas, que continha R$ 500 mil em espécie, é a mesma que foi carregada pelo então assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures na saída de uma pizzaria, em São Paulo, em ação filmada e divulgada nos principais telejornais, portais de notícia e veículos impressos do país.

Dois meses após a delação da JBS, após semanas de discussões jurídicas e políticas sobre a crise que se instalou no país, a revista reconstitui esse cenário por meio de gravações autorizadas pela Justiça.

Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS. 

As malas eram providenciadas pelo delator Florisvaldo de Oliveira, braço-direito do lobista Ricardo Saud, executivo da J&F, controladora da JBS, e também delator. De acordo com o valor que seria entregue, Oliveira sabia exatamente o tamanho da mala necessária para acomodar o montante exato de dinheiro. Para entregas a partir de R$ 500 mil, a mala preta era a mais adequada. Acomodava bem meio milhão de reais, até quase R$ 1 milhão em notas de R$ 50, “se observado o método correto de organização de maços”, destaca a reportagem. Mas também foram usadas uma mala cinza, uma mochila e uma pasta preta.

Deflagrada a operação, o ex-assessor de Temer, Rocha Loures; o Fred, assessor do senador Zeze Perrella; a Andrea Neves, irmã de Aécio; foram presos a pedido da PGR e por autorização do ministro Edson Fachin. A irmã de Funaro, Roberta, foi levada a depor.

Entretanto, Fachin concedeu prisão domiciliar a Rocha Loures e a Primeira Turma do Supremo, sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, fez o mesmo para os demais envolvidos. Todos estão, hoje, em casa, usando tornozeleiras eletrônicas. 

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