O ex-secretário chefe da Casa Civil do Mato Grosso, Paulo Taques, foi preso preventivamente suspeito de envolvimento no esquema de grampos clandestinos produzidos pela Polícia Militar. Ele é primo do governador Pedro Taques (PSDB), que hoje está de olho na reeleição em 2018.
Segundo o desembargador Orlando Perri na decisão manifesta que, mesmo em liberdade, Paulo Taques vem buscando, de todas as formas, interferir nas investigações. Perri é relator da investigação sobre os grampos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, foi preso no dia 23 de maio. Ele teria dado a ordem para as interceptações clandestinas, que foram operadas pela PM por meio do Núcleo de Inteligência. Mais de 100 pessoas foram espionadas. Entre elas, jornalistas, advogados, uma deputada de oposição, médicos, servidores públicos, empresários e um desembargador do Tribunal de Justiça.
Inclusive um número de telefone usado pelo Ministério Público de Mato Grosso também foi envolvido. O grupo de espionados teve os números de telefones inseridos em suposta investigação referente a policiais envolvidos em tráfico de drogas.























