Mapeando a base fiel

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Texto de Magno Martins 

O presidente Michel Temer (PMDB) fez, ontem, com ministros e líderes do governo, um “estudo” de cargos de segundo e terceiro escalão ocupados por indicações de deputados federais. O objetivo, uma vez feito o mapa de cargos nos estados, selecionar as disputas locais que são “simbólicas”, nas palavras de um auxiliar de Temer, entre os deputados.

E, assim, autorizar a redistribuição de cargos para fortalecer aliados em suas bases eleitorais. Os deputados querem os cargos, pois argumentam que essas vagas na administração federal refletem na eleição de 2018: alegam precisar da estrutura de poder nas bases para fazer campanha no ano que vem.

O presidente quer, com isso, retomar o controle da base aliada: garantir apoio futuro dos parlamentares – em relação à reforma da Previdência – além de pagar a fatura aos apoiadores do Planalto que deram voto contra a denúncia por corrupção passiva na última quarta-feira. Participaram da reunião, além de Temer, os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil) e os líderes Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e André Moura (PSC-SE).

Na reunião, os governistas avaliaram que a reforma da Previdência precisa ser aprovada até o fim de 2017. Isso porque deputados já têm dito ao presidente que não querem se comprometer com uma pauta impopular em ano eleitoral. Temer disse aos aliados que é uma “questão de honra” avançar na reforma da Previdência.

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