Cinco dias após se encontrar depois das 22 horas com o presidente Michel Temer, a futura procuradora-geral Raquel Dodge divulgou nota explicando o inexplicável. No meio da semana, disse que o encontro foi para fechar o cerimonial da posse no próximo dia 18.
Hoje, disse que os motivos foram “institucionais” e “sempre constou da agenda” de Raquel. A pergunta que se faz agora é: porque Raquel lança uma nota no final da tarde (16h52) de um domingo sobre um encontro que aconteceu na última terça-feira?
O encontro não foi informado na agenda oficial do peemedebista e aconteceu no Palácio do Jaburu, onde um cinegrafista de TV Globo flagrou a procuradora chegando, por volta dez da noite. A reunião se deu no mesmo dia em que a defesa do presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal que o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seja impedido de atuar em investigações que o envolvam, lembra a Veja.
Segundo a nota da PGR, o gabinete de Raquel Dodge formalizou o pedido de audiência com Temer na segunda-feira passada, por meio de um e-mail ao Palácio do Planalto. “A audiência foi confirmada entre as secretarias e sempre constou da agenda de Raquel Dodge”, diz o texto.
A nota da PGR
O gabinete da Procuradora-Geral da República nomeada, Raquel Dodge, formalizou no dia 7 de agosto (às 15h43) o pedido de audiência com o presidente da República, Michel Temer. A solicitação foi feita por mensagem eletrônica enviada de e-mail da Procuradoria Geral da República para e-mail oficial da secretaria do Palácio do Planalto. A audiência foi confirmada entre as secretarias e sempre constou da agenda de Raquel Dodge.
Os fatos que motivaram a reunião são institucionais. O Presidente viajará aos Estados Unidos antes da data de abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 19 de setembro, tradicionalmente feita pelo Brasil. O mandato do atual PGR terminará no dia 17 de setembro. Com isso, caso a posse ocorresse apenas após a viagem presidencial, o Ministério Público da União (MPU) ficaria sem titular para o exercício de funções institucionais junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a partir do dia 18 de setembro.
A Presidência da República confirmou a audiência para o fim da tarde de terça-feira (8), no Palácio do Planalto. No decorrer daquela tarde, o gabinete de Raquel Dodge foi contatado pela secretaria da Presidência, informando atraso no horário da audiência, porque o Presidente da República ainda estava em viagem a São Paulo. No último contato, foi informado novo atraso e transferência do local da audiência para a residência oficial do Presidente.
Na audiência, a procuradora-geral da República nomeada Raquel Dodge fez ver ao Presidente as razões legais para manter a posse antes de sua viagem, como tratado no dia da nomeação. Também fez ver ao Presidente ser próprio e constitucionalmente adequado que a posse fosse dada na sede da Procuradoria Geral da República.
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Procuradoria-Geral da República
























