O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TR4), com sede em Porto Alegre, decidiu hoje (16) manter a prisão preventiva do ex-ministro Antonio Palocci. E foi por unanimidade de votos da 8ª Turma do tribunal.
Os desembargadores julgaram o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa de Palocci, que já havia sido indeferido no começo de julho.
Para eles, a prisão é necessária por haver risco de novos ações de lavagem de dinheiro. Outro motivo é que os valores amealhados com os crimes não foram sequestrados pela Justiça. Além disso, a 8ª Turma também levou em conta uma possível tentativa fuga de Palocci do País.
O relator do processo, João Pedro Gebran Neto, enfatizou, no voto, que a sentença em primeiro grau que condenou Palocci a mais de 12 anos de prisão reforça os requisitos mantê-lo preso. “O que era indiciário está provado na sentença.” O relator foi acompanhado pelos votos de Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.
Palocci é acusado de ter recebido propina e de manter conta no exterior. O ex-ministro de Lula da Silva e Dilma Rousseff foi preso em setembro do ano passado, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato. No momento, ele está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná.























