Animado com a repercussão do programa do PSDB que causou a indignação de setores governistas do partido, o presidente interino Tasso Jereissatti (CE) disse na noite desta sexta-feira que está disposto a continuar a implementar medidas para reconectar o partido com a sociedade.
Se não for afastado, diz, semana que vem comandará uma reunião com presidentes regionais do partido para discutir calendário de convenções, registra a repórter Maria Lima, de O Globo.
“Se não me tirarem, e eu continuar, não arredo um passo do caminho que começamos a trilhar para refundar o PSDB. É impressionante a recepção da propaganda na opinião pública e a raiva que provocou em alguns políticos. Isso mostra como estamos distantes da sociedade. Recebi milhares de e-mails dizendo que é isso mesmo e muita gente que encontrei aqui disse que não viu nenhuma acusação a Temer. vamos em frente”.
Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o autor da inclusão do termo “presidencialismo de cooptação” usado no programa que causou o mais novo capítulo do racha no partido.
Indagado pela Folha de São Paulo, o tucano disse que viu o roteiro antes da gravação e fez “uma correção”. “Como havia uma crítica ao presidencialismo de coalizão, eu corrigi, dizendo que a crítica deveria ser ao ‘presidencialismo de cooptação‘”, afirmou.























