De acordo com o pesquisador Õrjan Olsen, do Conselho de Pesquisas e Estudos Eleitorais (CPEE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar de o atual sistema eleitoral brasileiro não ser dividido em distritos, boa parte dos parlamentares já se elegem a partir do voto regionalizado.
A análise da bancada paulista, por exemplo, mostra que 60% dos deputados concentram mais da metade de seus votos em apenas seis municípios, segundo reportagem do O Estado de São Paulo.
A outra opção segue o modelo alemão chamado de distrital misto. Se fosse adotado esse sistema europeu, metade das cadeiras seria preenchida pelos candidatos mais votados em cada distrito (que não necessariamente respeitaria os limites geográficos) e metade pelos votos dados aos partidos, a partir de uma lista fechada de nomes. O eleitor, portanto, teria de escolher um candidato nominalmente e uma legenda. Estratégia.
Em São Paulo, foram eleitos com esse voto disperso ou partidário, por exemplo, os deputados Arlindo Chinaglia (PT), Rodrigo Garcia (Dem) e Arnaldo Jardim (PPS) – os três tiveram só 30% ou menos de votos concentrados em uma região.
O pesquisador Olsen ressalta que a divisão dos distritos, caso ocorra, deverá ser feita levando-se em conta aspectos técnicos e não políticos. Olsen defende que as áreas delimitadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como microrregiões e mesorregiões sirvam de base para esse trabalho.























