A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal fez uma avaliação das propostas do governo que reestrutura as carreiras, planos e cargos da administração federal. O principal ponto que seria a redução dos gastos de R$ 5 bilhões, é considerado pela entidade como uma economia “irrisória” perto do gasto do governo com a “compra de votos de parlamentares”.
Nesta quarta-feira, associações de servidores farão protestos contra a decisão do governo de suspender os reajustes. Haverá duas reuniões – uma pela manhã e outra a tarde – que irão reunir 22 entidades sindicais.
A economia do governo seria possível com o adiamento das parcelas dos reajustes aprovados para diversas carreiras em 2018. A Anfip também critica o aumento da contribuição previdenciária para 14%. “O efeito na proposta de economia de R$ 1,9 Bi/ano, anunciada com redução do déficit do RPPS, torna-se inócuo”, pois o que excede o teto é destinado ao Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).
Segundo a entidade, presidida por Floriano Sá Neto, a proposta de teto salarial para todos os servidores dos três Poderes necessita de uma emenda constitucional, “lembrando que a ADI nº 4900 confirmou e clarificou as regras de aplicação dessa determinação constitucional para todo os detentores de cargo público nas três esferas de governo”.
E sobre a extinção de 60 mil cargos vagos no Poder Executivo, o estudo da Anfip afirma que é mais uma medida midiática do que de economia efetiva. “A simples existência de cargos efetivos não ocupados não significa, como alega o governo, inutilidade desses cargos por falta de correspondência com a realidade do trabalho contemporâneo.”























