Desde a manhã desta quinta-feira (7) empresário Joesley Batista, sócio da J&F, o diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, e o advogado da empresa Francisco de Assis e Silva prestam depoimento ao procurador-geral de República, Rodrigo Janot. Joesley e Ricardo não deverão ser presos nesta dia 7 de setembro. Em princípio, Joesley afirmou que teria consultado o ex-procurador Marcelo Miller após ele sair da Procuradoria-Geral da República, como advogado.
Procuradores perguntaram a Joesley e Saud qual seria a relação deles com o ex-procurador Marcelo Miller, considerado ex-braço direito de Janot. Vale lembrar que Muller saiu da PGR em abril e em março foi contratado pela banca de advogados que fechou a delação premiada da JBS.
A suspeita é de que o ex-procurador tenha orientado Joesley para obter mais alguma delação premiada. Segundo Joesley e Saud disseram a Janot é que o contato ocorrido com Muller ocorreu apenas na condição de advogado, ou seja, quando Miller já não estava na PGR.
O primeiro a depor foi Francisco de Assis e a procuradora Cláudia Marques, que realiza a revisão do acordo de delação premiada da JBS, se manifestou em seguida. A possibilidade de Joesley sair algemado ou preso do depoimento na PGR é pequena. Trata-se do depoimento de hoje parte de uma audiência preliminar.
Entretanto, se houver comprovação de que houve omissão de informações por parte de Joesley e demais delatores, ele perderá as regalias obtidas pela delação premiada e em breve corre risco de ter decretada prisão preventiva.
Nesta manhã de sexta-feira (8), o ex-procurador Miller será ouvido por Janot na PGR.
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