As ONGs internacionais, especialmente àquelas ligadas à causa indígena, estão em pé de guerra com o governo brasileiro, acusado de negligente com as tribos indígenas isoladas. A mais nova polêmica foi publicada hoje no The New York Times.
Seria o massacre de dez índios que teria ocorrido no Vale de Javari (chamada de fronteira isolada) – a segunda maior reserva indígena no Brasil. Aproximadamente 20 das 103 tribos não contactadas registradas no Brasil estão no Vale.
Assinado pela repórter Shasta Darlington, o texto fala de uma parte remota da Amazônia que é ocupada por garimpeiros. A reportagem se baseia na decisão de promotores federais que abriram uma investigação sobre o massacre de membros de uma tribo isolada.
A agência brasileira de assuntos indígenas, Funai, disse que apresentou uma queixa ao Ministério Público no estado do Amazonas depois que mineiros de ouro foram a um bar na fronteira com a Colômbia e se gabaram dos assassinatos. Eles brandiram uma pá de escultura de mão que eles disseram que vieram da tribo, disse a agência.
“Foi uma conversa em bar”, disse Leila Silvia Burger Sotto-Maior, coordenadora da Funai para tribos não contactadas e recentemente contactadas. “Eles até se vangloriaram de cortar os corpos e jogá-los no rio”, segundo o Times.
O jornal responsabiliza o presidente do Brasil, Michel Temer, pois o financiamento para os assuntos indígenas foi reduzido. O New York Times lembra que em abril, a Funai fechou cinco das 19 bases que ela usa para monitorar e proteger tribos isoladas, e reduziu o pessoal em outros. As bases são usadas para prevenir invasões por madeireiros e mineiros e para se comunicar com tribos recentemente contactadas.


