O Boletim Administrativo que todas as manhãs é lido nas unidades militares do Exército não deve trazer nesta segunda-feira o que disse o general de Exército Antonio Hamilton Martins Mourão. E nem mesmo uma advertência a ele pelo Alto Comando da Força.
Mas para quem insiste na tese da intervenção militar, o general Mourão, secretário de economia e finanças do Exército, foi generoso aos ouvidos em sua fala na noite de sexta-feira. Por três vezes disse que as Forças Armadas podem intervir caso a crise política não seja resolvida logo. O general disse isso na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília. A Maçonaria sempre teve um papel importante nas questões políticas nacionais, desde a Independência do Brasil.
Assista o vídeo ao lado – Seção Vídeo
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi enfático e disse que “não há qualquer possibilidade” de intervenção militar, segundo informou o site do Estadão.
Mas ficam as palavras do general Mourão: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade.”
“Os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas.” Por fim, acrescentou lembrando o juramento que os militares fizeram de “compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá”.
























